O que era pra ser vitrine virou constrangimento. A participação do presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, no último evento do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) terminou com mais críticas do que aplausos — e olhares atravessados no salão.
O contraste ficou evidente. Enquanto o desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio, foi direto ao ponto e arrancou atenção da plateia, a fala de Caetano soou fora de sintonia com o ambiente e, principalmente, com a realidade.
Empresários presentes não pouparam nos bastidores: classificaram o discurso como “desatualizado” e distante dos desafios atuais do setor produtivo. Em um evento que reúne lideranças justamente para discutir o presente e o futuro da economia, a sensação foi de discurso preso ao passado.
No fim, o saldo foi duro: quem deveria representar a indústria fluminense acabou virando alvo de críticas — e deixou no ar a pergunta que ninguém fez no microfone, mas muitos repetiram depois: a Firjan ainda fala a língua do empresariado?
