Que coisa impressionante! Bastou começar a espetacularização das mensagens de Vorcaro e, como num passe de mágica, Lulinha, INSS e outros assuntos incômodos foram desaparecendo do palco.
Abracadabra!
A pauta mudou, os holofotes mudaram e todo mundo correu atrás do assunto da vez.
Pode ser apenas coincidência, claro. E que coincidência conveniente.
Mas uma coisa é inegável: o PT tem décadas de experiência na disputa pela narrativa política. E, pelo visto, ainda sabe muito bem ocupar o centro do debate.
A receita é velha e eficiente: algumas “bocas de aluguel” dão o pontapé inicial, e o restante segue a notícia como uma manada — repercute, comenta, compartilha e multiplica.
Enquanto isso, aquilo que estava incomodando vai ficando lá atrás, quase esquecido.
Lulinha? INSS? Que história é essa mesmo?
No jogo da comunicação política, enquanto uns discutem a notícia que receberam, outros conseguem colocar na mesa o assunto que todo mundo vai discutir.
E depois ainda perguntam quem está comandando a narrativa.
