Se no Brasil a virada do ano foi marcada pela polêmica das Havaianas, quem realmente começou 2026 com o pé direito foi a Venezuela. E não foi com sandália de borracha, mas com botas militares americanas pisando firme em Caracas. A queda de Nicolás Maduro sacudiu o país logo na madrugada do dia 3 e levou a população às ruas da capital venezuelana para comemorar a captura do ditador, transformando avenidas em palcos de festa improvisada.
Bandeiras, cantos de “liberdade” e lágrimas de alívio marcaram a cena. E não ficou só por lá: manifestações explodiram mundo afora. Na América do Sul, chilenos e argentinos acolheram a diáspora em atos de apoio; em Miami, a comunidade venezuelana lotou praças e avenidas; em São Paulo e Campo Grande, refugiados celebraram como se fosse carnaval fora de época. A notícia correu como pólvora e virou combustível para uma onda global de esperança.
Enquanto helicópteros sobrevoavam Caracas e explosões deixavam o céu vermelho, a CIA rastreava os passos de Maduro e a Força Delta executava a captura. O ditador e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do país e levados para julgamento nos Estados Unidos.
Artistas também entraram na festa digital: Danny Ocean postou a bandeira venezuelana, Rafael De La Fuente disse ter esperado “décadas por esse momento”, Ricardo Montaner pediu fé e reconciliação, e Carlos Baute lembrou que os dias difíceis ainda não acabaram, mas que agora há luz no fim do túnel.
Nem tudo foi comemoração: grupos pró-Maduro protestaram em Caracas contra a intervenção americana, pedindo a libertação do casal. Analistas lembram que, apesar da euforia, o futuro da Venezuela ainda depende de como será conduzida a transição política e da reação internacional.
A Venezuela viu cair o homem acusado de tráfico de drogas e responsável por uma década de colapso institucional. Para milhões de exilados, 2026 começou com a promessa de retorno e reconstrução.
