Networking no Tinder? Profissionais recorrem a apps de namoro para conseguir emprego

Jefferson Lemos
Segundo o levantamento da Resume Builder, 33% dos entrevistados já usaram apps como Tinder, Bumble, Hinge e Facebook Dating para fazer networking (Freepik)

Em tempos de crise e criatividade, até o amor virou trampolim profissional. Uma pesquisa recente revela que um em cada três usuários de aplicativos de namoro nos Estados Unidos está usando essas plataformas não para encontrar o par ideal — mas sim uma vaga de emprego.

Networking com swipe para a direita

Segundo o levantamento da Resume Builder, 33% dos entrevistados já usaram apps como Tinder, Bumble, Hinge e Facebook Dating para fazer networking. E os resultados surpreendem: 39% conseguiram entrevistas e 37% receberam propostas de trabalho. Para 10% dos usuários, o objetivo principal ao entrar nesses apps era profissional — não romântico.

Desespero e estratégia: o novo perfil do candidato

Quase metade dos profissionais que recorreram aos apps de namoro para fins profissionais admitiu estar desesperada. A tendência é mais comum entre homens (37%) do que entre mulheres (30%), e se espalha por todas as faixas etárias entre 18 e 55 anos. Os mais ricos também estão aderindo: 48% dos que ganham acima de US$ 200 mil por ano usam os apps como ferramenta de carreira.

Match profissional: funciona, mas tem riscos

A pesquisa mostra que muitos usuários são transparentes sobre suas intenções profissionais. Ainda assim, 38% acabaram se relacionando fisicamente com seus contatos — e esses foram os que mais conseguiram benefícios profissionais. A linha entre networking e envolvimento pessoal é tênue, e pode gerar desconforto, mal-entendidos e até dilemas éticos.

CEO contratando pelo app de namoro? Sim.

O CEO do Grindr, por exemplo, já admitiu ter contratado profissionais via app. O Bumble chegou a lançar uma função específica para networking, chamada “Bizz”. Já o Tinder, preocupado com o uso indevido, incluiu em suas regras: “faça conexões pessoais, não profissionais”.

Paquera corporativa: onde mora o perigo

Especialistas alertam para os riscos: usar um app de namoro para fins profissionais pode gerar conflitos com parceiros, mal-entendidos com colegas e até acusações de favorecimento ou assédio. Mulheres, em especial, enfrentam julgamentos mais severos quando misturam vida pessoal e profissional.

  • Com informações da Forbes
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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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