Esqueça as compras em Miami e os selfies na Disney. Enquanto os Estados Unidos endurecem cada vez mais as regras de entrada para brasileiros justamente por causa da política externa de Lula, a China faz o movimento oposto e afrouxa exigências, abrindo as portas para turistas do Brasil. Resultado: o brasileiro que antes sonhava com outlets na Flórida terá que se contentar com passeios pela Muralha da China — sob o olhar atento das câmeras de vigilância.
A decisão
Em telefonema de 45 minutos com Xi Jinping, Lula anunciou nesta semana a isenção de visto para cidadãos chineses em viagens de curta duração. A medida segue a reciprocidade, já que desde 2025 os brasileiros podem entrar na China sem visto por até 30 dias. O Planalto vende a iniciativa como intercâmbio cultural e tecnológico, mas na prática significa trocar o Mickey por dragões dourados e o fast food americano pelo chá verde de Pequim.
O contraste com os EUA
Para críticos, essa guinada diplomática é um afastamento estratégico do Ocidente e uma aproximação arriscada com regimes autoritários.
Na China, cada passo do turista é monitorado por um sistema de vigilância onipresente. A internet é rigidamente controlada pelo “Great Firewall”, que bloqueia redes sociais e aplicativos ocidentais. Para acessar Instagram ou WhatsApp, é preciso recorrer a VPNs — prática comum, mas arriscada. Em outras palavras, nada de selfies instantâneas para mostrar a viagem: o brasileiro terá que virar especialista em driblar censura digital.
A narrativa oficial
O Planalto insiste que Brasil e China são pilares do multilateralismo e defensores da ONU. Já Pequim reforça sua estratégia de se apresentar como “amiga da América Latina”, ampliando sua influência na região. Lula chama isso de “cooperação estratégica”. Os críticos chamam de turismo vigiado patrocinado pela diplomacia da submissão.
