Se você acha que já viu de tudo em sorteios e licitações públicas, a Prefeitura de Miguel Pereira resolveu inovar no quesito matemática administrativa. Uma publicação no Diário Oficial do último dia 26 jogou luz sobre um caso, no mínimo, curioso: um sorteio público onde três concorrentes disputavam a mesma vaga, mas eram representadas exatamente pela mesma pessoa.
O caso aconteceu no Credenciamento nº 001/2026, organizado para escolher o leiloeiro oficial que vai tocar as vendas dos bens móveis do patrimônio municipal. O critério adotado pela prefeitura foi o mais simples:credenciar os profissionais habilitados na Junta Comercial (JUCERJA), colocar os nomes em uma urna e sortear o vencedor.
Até aí, tudo normal. O detalhe surreal veio na assinatura da ata: as três participantes indicaram uma única representante para acompanhar a validação da urna, a conferência dos papéis e o sorteio da vencedora.
No papel, o sorteio existiu. Mas, para especialistas em direito administrativo, o caso levanta alertas vermelhos sobre isonomia, moralidade e competitividade. O assunto já está dando o que falar nos bastidores do poder e nas rodas de conversa da população. Com a palavra, a prefeitura. O espaço segue aberto para pronunciamento oficial.
