SEM DIPLOMA, SEM LIKES: China exige formação acadêmica para criadores de conteúdo

Jefferson Lemos
Foto - IA

A China apertou o botão do controle total no mundo digital — e o impacto já é gigante. O governo decidiu: quem fala de saúde, finanças, educação ou justiça precisa ter diploma. Sem comprovação acadêmica, o perfil simplesmente desaparece. Resultado? Cerca de 1 milhão de contas já foram derrubadas até o momento.

Mas não para por aí.

A censura agora também dita aparência. Conteúdos com estética considerada “afeminada” foram banidos. Homens com maquiagem, influenciadores fora do padrão e até artistas no estilo K-pop saíram da mira direto para o corte. A ordem é impor um modelo de comportamento e imagem nas redes.

E os jovens? Entraram no radar total.

Menores só podem jogar videogame por três horas por semana — com reconhecimento facial obrigatório. Depois das 22h, é tela apagada. Aulas particulares pagas foram proibidas. E até certas movimentações digitais entraram na lista de restrições.

Tudo dentro de um plano maior: controlar o que se fala, o que se vê e como uma geração inteira se comporta.

A pergunta que fica é simples — e inquietante: qual vai ser a próxima proibição?

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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