Itália quer barrar criminosos e passar a exigir idioma

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Foto - Magnific

Depois de anos de pressão migratória e de crescentes debates sobre segurança e integração, governo italiano quer regras mais duras para quem busca a nacionalidade

A Europa está revendo os limites da imigração — e a Itália quer apertar ainda mais o cerco. Em meio à pressão sobre as políticas migratórias e à preocupação com a segurança pública, o Parlamento italiano analisa uma proposta que dificulta a concessão da cidadania a condenados por crimes graves e reforça as exigências de integração e domínio do idioma.

O projeto prevê restrições para pessoas condenadas por tráfico de drogas, terrorismo e outros delitos específicos, além de ampliar as hipóteses de perda da cidadania em casos graves. O juramento à República e à Constituição também deverá ser feito em italiano.

A discussão reflete uma mudança de clima no continente: governos enfrentam cobranças por maior controle das fronteiras, combate às redes criminosas e regras mais rígidas para a permanência de estrangeiros. A imigração irregular e o tráfico de pessoas estão entre os desafios reconhecidos pelas autoridades europeias.

O projeto foi apresentado em 31 de outubro de 2024 por um grupo de deputados, entre eles Igor Iezzi, do partido Lega, membro da coalizão liderada pela primeira-ministra conservadora, Giorgia Meloni. Neste mês, a Comissão de Assuntos Constitucionais emitiu parecer favorável ao texto. As comissões de Justiça e de Políticas da União Europeia também deram pareceres favoráveis.

A mensagem política é clara: cidadania não deve ser tratada como um direito automático, sem critérios de conduta e integração. Mas há um detalhe importante: o projeto italiano não trata da cidadania por direito de sangue, usada por muitos brasileiros descendentes de italianos, e ainda precisa cumprir as etapas legislativas para virar lei.

Na Europa, o debate está longe de terminar. A cobrança por segurança e controle migratório cresce, enquanto governos precisam demonstrar, com dados, quais medidas realmente reduzem a criminalidade. Para a Itália, a pergunta agora é até onde irá o endurecimento das regras.

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