Apenas atletas biologicamente femininas terão acesso às competições femininas a partir de 2028
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma decisão histórica e que promete polêmica: mulheres transgênero não poderão competir na categoria feminina dos Jogos Olímpicos. A medida, que entra em vigor em Los Angeles 2028, estabelece que apenas atletas biologicamente do sexo feminino terão direito à participação.
Segundo a presidente do COI, Kirsty Coventry, a decisão se baseia em evidências científicas que apontam vantagens físicas associadas ao cromossomo Y em esportes de força, potência e resistência. Para garantir a elegibilidade, será exigido um teste genético único na carreira, realizado por meio de saliva ou sangue, capaz de identificar o gene SRY, responsável pelo desenvolvimento de características masculinas ainda na gestação. Quem testar positivo será automaticamente excluída da categoria feminina.
O anúncio ocorre em sintonia com a política dos Estados Unidos, país-sede da próxima edição dos Jogos, onde o presidente Donald Trump assinou em 2025 uma ordem executiva proibindo mulheres trans no esporte feminino. Coventry, no entanto, negou qualquer influência política na decisão do COI, afirmando que o processo envolveu um ano e meio de revisão científica, consultas a especialistas e entrevistas com mais de 1,1 mil atletas.
O COI ressalta que poderá abrir exceções para casos raros de distúrbios de desenvolvimento sexual, em que atletas possuem cromossomos ligados ao sexo masculino, mas não se beneficiam da testosterona.
