A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que autorizou estados a proibirem atletas trans de disputar competições esportivas femininas foi comemorada pela direita brasileira. Parlamentares afirmaram que o julgamento fortalece a defesa da equidade no esporte e protege mulheres de disputas consideradas desiguais. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a deputada da Alerj Índia Armelau (PL) celebraram o resultado nas redes sociais e defenderam que o Brasil siga o mesmo caminho.
Por 6 votos a 3, a Suprema Corte manteve válidas leis de Idaho e da Virgínia Ocidental que restringem a participação de atletas trans em equipes femininas. A maioria dos ministros entendeu que os estados podem adotar regras para preservar a igualdade de condições nas competições esportivas.
No Congresso Nacional, parlamentares conservadores também defendem propostas semelhantes. O principal projeto sobre o tema é o PL 2.200/2019, de autoria do deputado Pastor Sargento Isidório, que proíbe a participação de atletas trans em competições femininas e utiliza o sexo biológico como critério para definir as categorias esportivas. A proposta reúne diversos projetos apensados com o mesmo objetivo.
Quem mais comemorou foi o presidente dos EUA, Donald Trump. Em publicação na Truth Social, ele escreveu: “Grande vitória! A Suprema Corte decidiu contra a participação de homens nos esportes femininos”. Em seguida, a Casa Branca divulgou uma imagem com a frase: “Nada de homens em esportes femininos”.
A decisão também provocou reação da esquerda e de entidades ligadas à pauta LGBTQIA+, que classificaram o julgamento como um retrocesso nos direitos civis. Para os críticos, a medida exclui atletas trans e ignora critérios médicos utilizados em algumas modalidades esportivas.
