CAÇA ÀS FACÇÕES: Rio pode ganhar agência de combate para tratar CV e PCC como terroristas

Jefferson Lemos
Foto - IA

O clima esquentou de vez na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Depois da proposta que tenta carimbar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas no Rio, surgiu agora um novo plano que promete partir pra cima com força total.

O deputado Alexandre Knoploch (PL) protocolou um projeto para criar a Agecint, uma agência estadual focada exclusivamente em esmagar o chamado “narcoterrorismo”.

A proposta é clara: mudar o jogo

A ideia é montar uma central pesada de inteligência, cruzar dados, integrar polícia, estado, União e até órgãos internacionais — tudo para antecipar os passos das facções e cortar o mal pela raiz.

“Não dá mais pra tratar isso como crime comum. São organizações poderosas, armadas e com conexões fora do país”, disparou o parlamentar.

Menos reação, mais ataque

O plano mira uma virada de chave: sair do improviso e entrar no modo estratégia. A Agecint funcionaria como um “cérebro” do combate ao crime, monitorando, analisando e agindo antes da bomba estourar.

“O Rio precisa parar de correr atrás e começar a se antecipar”, cravou Knoploch.

E agora?

O projeto entra em análise nas comissões da Alerj e ainda vai passar pelo plenário. Se avançar, pode redesenhar a guerra contra o crime organizado no estado.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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