A Câmara do Rio virou palco de confronto nesta quinta (11). Da tribuna, o vereador Salvino Oliveira (PSD) não economizou nas palavras e foi direto ao ponto: declarou guerra ao Airbnb.
E começou com tudo:
“É um absurdo! Uma empresa estrangeira desafiar a soberania nacional e querer ditar regra dentro do Brasil”, disparou.
O alvo foi um e-mail enviado pela plataforma convocando anfitriões e usuários contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu aos condomínios o direito de barrar aluguel por temporada.
Para o vereador, a atitude passou de todos os limites:
“Eles sugerem que o STJ não sabe julgar o que está dentro da Constituição. Isso é leviano, é inaceitável”.
Mas o discurso não parou na crítica institucional — virou ataque direto ao modelo de negócio.
“Essas plataformas já operam no que a gente chama de tecnofeudalismo. Não respeitam lei nenhuma e estão expulsando moradores das cidades”, afirmou.
E elevou ainda mais o tom ao falar de impacto no bolso e na vida real:
“Os aluguéis disparam, dobram, triplicam. A moradia vira artigo de luxo. Isso destrói qualquer política habitacional”.
Quando entrou na segurança, o plenário ficou em silêncio:
“Se acontece um crime, não tem telefone, não tem canal. É um e-mail que eles respondem quando quiserem — mesmo em emergência”, denunciou.
Na sequência, veio a frase que deve ecoar fora da Câmara:
“Você compra um apartamento para criar seus filhos, não para viver num hotel — e muito menos num motel”.
E fechou com recado direto:
“Não dá mais. Essas plataformas precisam de freio, de regra e de controle. Do jeito que está, é terra de ninguém”.
