‘Como eles conseguiram entrar lá?’: Douglas Ruas provoca adversários sobre políticos em áreas dominadas pelo crime

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Foto - Divulgação

A campanha de Douglas Ruas ao Governo do Rio começou nesta terça-feira (18) com uma provocação que promete alimentar o debate eleitoral sobre segurança pública: como políticos conseguem entrar em áreas dominadas por facções criminosas enquanto operações policiais enfrentam resistência pesada nesses mesmos territórios?

A pergunta foi lançada por Ruas durante caminhada na Praça Saens Peña, na Tijuca, depois de o candidato iniciar o dia no comitê do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), onde tomou café com empresários. O encontro também contou com a presença do deputado Rodrigo Amorim (PL). Na sequência, o grupo ganhou as ruas ao lado de candidatos à Alerj, à Câmara e ao Senado, além da candidata a vice-governadora Fernanda Louback (PL).

Ao falar com a imprensa sobre o domínio territorial das facções, Douglas citou operações policiais que, segundo ele, chegam a determinadas comunidades com forte aparato de segurança e são recebidas com drones, granadas e tiros. Foi aí que veio a provocação: como políticos conseguem entrar nesses mesmos locais para fazer campanha?

“Como eles conseguiram entrar lá?”, questionou Douglas, ao comentar a presença de adversários em comunidades dominadas pelo crime organizado. Para o candidato, a pergunta precisa ser feita também pelos moradores que vivem nesses territórios e convivem diariamente com o poder das facções.

A crítica se encaixa no principal discurso de Ruas nesta fase da campanha: transformar o combate ao domínio territorial do crime em uma das vitrines de sua candidatura. Segundo ele, não basta combater criminosos pontualmente; é preciso recuperar áreas onde o Estado perdeu o controle e devolver aos moradores a liberdade de ir e vir.

Douglas também citou o roubo de cargas na Avenida Brasil para defender sua tese. Segundo ele, veículos e mercadorias roubados acabam sendo levados para comunidades controladas por facções, que funcionariam como “portos seguros” para os criminosos.

O candidato ampliou o argumento para a chamada liberdade econômica. Na visão de Ruas, moradores dessas comunidades precisam poder escolher livremente onde comprar, qual internet contratar e até abrir negócios sem sofrer pressão de grupos criminosos.

“Quero que eles tenham o mesmo direito de todos: abrir a porta de sua casa e se deparar com uma viatura da Polícia Militar fazendo policiamento e atuando na prevenção dos crimes”, afirmou.

A agenda começou em um ponto politicamente simbólico. A Praça Saens Peña é um reduto de Knoploch e Amorim e fica em uma região ligada à trajetória política de Jair Bolsonaro e de seus filhos. Durante anos, a família Bolsonaro morou na Tijuca.

Na caminhada, Ruas também tentou vender a imagem de renovação contra a chamada “velha política”. O candidato afirmou que pretende apresentar uma alternativa para o Estado e colocou a segurança pública no centro de seu projeto.

“De um lado, toda a velha política dos últimos 30 anos. Do outro lado, estamos nós e o povo, apresentando uma alternativa de renovação”, disse sem citar nomes, mas mirando o adversário Eduardo Paes (PSD).

A caminhada reuniu fortes lideranças políticas e candidatos do PL, como o vereador Dr. Rogério Amorim, irmão de Rodrigo e pré-candidato a deputado estadual, que vem consolidando sua atuação e presença política na Tijuca.

Também participaram o deputado estadual Alexandre Knoploch, candidato à reeleição; o deputado federal Carlos Jordy, candidato ao Senado; e os candidatos a deputado federal Sargento Gurgel, general Eduardo Pazuello, Lais Jordy e Rafael Satiê.

Durante a passagem pela Tijuca, Ruas visitou o tradicional Café Palheta, conversou com comerciantes, moradores e vendedores ambulantes e discursou no Tijuca Off Shopping.

A agenda se estendeu até Vila Isabel, onde Douglas Ruas fez uma caminhada pelo Boulevard 28 de Setembro.

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