DA ESCOLA AO PLENÁRIO: jovens influenciam leis e ganham força na Alerj

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A 17ª edição do PJ, que começa nesta segunda-feira (25), já conta com 86 sugestões de projetos (Otávio Fonseca/Alerj)

O Parlamento Juvenil da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) começa nesta segunda-feira (25) com uma promessa que vai além do discurso: transformar ideias de estudantes em leis reais. Criado para aproximar a juventude da política, o programa já deixou de ser apenas simbólico e se consolidou como um celeiro de propostas que impactam diretamente a vida da população fluminense. Nesta 17ª edição, 86 sugestões já estão na mesa.

Durante os próximos dias, os 97 jovens representantes de municípios de todo o estado vão debater projetos em comissões temáticas antes de levá-los ao plenário. As propostas mais fortes podem ganhar padrinhos entre deputados estaduais e seguir tramitação oficial na Alerj. Foi assim que nasceu a Semana Estadual de Combate às Enchentes, transformada em lei em 2026, com foco em conscientização ambiental e combate ao descarte irregular de lixo.

O histórico do Parlamento Juvenil mostra que a influência dos estudantes vai além de uma única pauta. Ideias como a criação de um aplicativo para aproximar a população do Legislativo, semanas de conscientização contra a gordofobia e iniciativas de combate à violência contra mulheres nas escolas saíram do papel e viraram legislação. São propostas que misturam tecnologia, educação e direitos sociais, refletindo as preocupações reais da nova geração.

Também ganharam força projetos voltados à juventude e ao bem-estar, como a Semana Estadual da Juventude e o Dia do Esporte nas escolas. As iniciativas buscam incentivar debates, atividades físicas e maior engajamento social entre jovens. Em um cenário de distanciamento entre população e política, o Parlamento Juvenil surge como um recado direto: quando a juventude participa, a lei muda — e a realidade também.

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