A regulamentação da educação domiciliar (homeschooling) e os limites da atuação do Estado nas decisões das famílias foram tema de uma audiência pública realizada nesta quinta-feira (25), na Câmara do Rio. Promovido pelo vereador Rogério Amorim (PL), o encontro reuniu defensores do ensino domiciliar e famílias que enfrentam processos judiciais por optarem pelo homeschooling.
O vereador Rogério Amorim reforçou o papel do Legislativo municipal na ampliação do debate. “A Câmara do Rio tem a obrigação de estimular esse debate e, sobretudo, mostrar a indignação da população a respeito de certos temas, pois nós temos a certeza de que a Câmara dos Vereadores de uma cidade tão importante como o Rio reverbera e ecoa em todo o estado e em todo o país”, concluiu.
Famílias condenadas por educarem seus filhos em casa
Participaram da audiência o influenciador católico Tiba Camargos e sua esposa, Déia Camargos, que foram proibidos pela Justiça do Rio Grande do Sul de educar os filhos em casa. Eles destacaram que foram surpreendidos pela decisão judicial.
“Abrir mão disso foi uma dor muito grande. Quando a gente fala do homeschooling na nossa história temos tido tantas escolhas para poder vivenciá-lo com os nossos filhos. Abrir mão disso assim é muito difícil”, disseram.
Também participaram o casal Adalto Denardi e Iêda Denardi, condenados em Jales (SP) a 50 dias de prisão em regime semiaberto por educarem as filhas em casa. “Que Estado é esse que criminaliza e condena esses pais por isso, sendo que eles querem o melhor para seus filhos?”, questionaram.
Ao longo da audiência, os participantes defenderam que o crescimento da educação domiciliar é um movimento irreversível e destacaram a necessidade de garantir segurança jurídica às famílias que optam por esse modelo de ensino.
O debate contou ainda com a participação do presidente do Centro Dom Bosco, Álvaro Alberto Mendes Júnior, e do professor de latim Igor Vieira.
