Enquanto a esquerda é vista como sistema burocrático e elitista, a direita surge entre os jovens como força vital, questionadora e realista
A política brasileira acaba de assistir a uma guinada surpreendente: os jovens estão mudando o rumo ideológico do país. A Geração Z, nascida entre 1995 e 2010, tornou-se o grupo mais identificado com a direita, superando até os millennials, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada neste mês.
Segundo a AtlasIntel, o avanço da direita entre os jovens está ligado à hiperconectividade, ao fluxo acelerado de informações e às novas formas de relação com temas econômicos e com o papel do Estado.
O estudo sugere que, após anos de pressão cultural e acadêmica em direção ao progressismo, os jovens reagiram como um “anticorpo social”: diante da crise econômica, da solidão e da desestruturação familiar, buscaram refúgio em valores como ordem, liberdade e tradição.
A direita como contracultura
Enquanto a esquerda é vista como sistema burocrático e elitista, a direita surge entre os jovens como força vital, questionadora e realista. A virada revela uma geração que não está “voltando ao passado”, mas tentando garantir bases sólidas para o futuro.
Os números falam por si:
– 52% da Geração Z se declara de direita
– 31% apenas se identifica com a esquerda
– 5% com o centro
– 12% sem ideologia definida
O resultado coloca os jovens à frente dos millennials (1981–1996), que registraram 51% de preferência pela direita. Já entre os mais velhos, o cenário se inverte: os baby boomers (1946–1964) são majoritariamente de esquerda, com 57% de identificação.
No recorte geral da população, a direita aparece com 42%, contra 40% da esquerda, mostrando uma leve vantagem em 2025.
Lideranças e símbolos da virada
Pertencente à própria Geração Z, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) desponta como um dos políticos mais bem avaliado entre os citados, com 48% de avaliação positiva, ao lado de Jair Bolsonaro (47% positivo) e Tarcísio de Freitas (46%).
