O caso envolvendo o humorista Tiago Santineli e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) virou manchete e escancarou a contradição da militância que prega tolerância no discurso, mas pratica ataques violentos na vida real. A Polícia Legislativa Federal abriu investigação após Santineli publicar no X (ex-Twitter) que o parlamentar deveria ser “desligado”, em referência direta ao assassinato do ativista conservador norte-americano Charlie Kirk, morto em setembro de 2025 durante um evento acadêmico nos Estados Unidos.
Na postagem, Santineli escreveu que “poderia ser igual desligaram o Charlie Kirk”, acrescentando que não se deveria pagar R$ 60 mil a um “filho da p*” que, segundo ele, teria pedido para um país estrangeiro invadir o Brasil. A reação foi imediata: Nikolas respondeu com um provocativo “vem me pegar” e divulgou um endereço, o que levou ao registro formal do caso e à abertura da apuração contra o humorista.

A Polícia Legislativa agora avalia se as mensagens configuram ameaça, incitação à violência ou outros crimes previstos no Código Penal. Não é a primeira vez que Santineli se vê nesse tipo de encrenca: ele já havia sido autuado anteriormente por incitação e apologia ao crime em outro episódio envolvendo Nikolas, também com referência a Charlie Kirk.
O episódio reforça a polarização política e expõe a hipocrisia de setores da esquerda militante, que se apresentam como defensores da paz e da diversidade, mas não hesitam em transformar o discurso em ataques pessoais e apologia à violência. Enquanto isso, Nikolas, alvo preferencial da militância, vê sua segurança virar pauta policial e política.
Em resumo: o caso Santineli é mais uma prova de que o “paz e amor” da militância esquerdista acaba no discurso — na prática, o que sobra é ódio, ameaça e contradição.
