Matou o cachorro a facadas… e saiu da delegacia pela porta da frente!

Jefferson Lemos
O homem acusado de matar um cachorro a facadas foi preso em flagrante, confessou o crime… e saiu pela porta da frente da Justiça (Divulgação/Guarda Municipal)

Enquanto Luke ainda é chorado em Magé, em Rio Verde o assassino de outro cão já está solto. Até quando a legislação brasileira vai tratar a vida animal como descartável? Em Magé, a morte brutal do cão Luke, assassinado a tiros no último dia 2 só porque latiu, segue mobilizando vizinhos e redes sociais na caçada ao responsável.

Já em Rio Verde, Goiás, o homem acusado de matar um cachorro a facadas foi preso em flagrante, confessou o crime… e saiu pela porta da frente da Justiça, com uma tornozeleira eletrônica como “punição”. Segundo o tutor do animal, ele também foi morto só porque latiu.

O caso

Na noite de terça-feira (2), no bairro Vila Amália, moradores chamaram a Guarda Civil Municipal após testemunharem Valdeci de Sousa Santos esfaquear um cachorro. Segundo o próprio suspeito, o animal teria avançado contra ele. O tutor, porém, desmentiu: o cão apenas latia.

Testemunhas ainda relataram que Valdeci e o dono do animal já tinham histórico de desavenças. Ao ser abordado, o homem não titubeou: confessou o crime, como se já se amparasse na impunidade.

Famílias choram seus animais e a sociedade se pergunta: até quando?

A legislação e sua benevolência

Levado à audiência de custódia, Valdeci foi liberado pelo juiz. O magistrado destacou que o acusado não possui antecedentes, apresentou endereço fixo e exerce atividade lícita. Resultado: tornozeleira eletrônica por 80 dias, distância mínima de 500 metros do tutor do cachorro e proibição de mudar de endereço.

A pergunta inevitável: até quando?

Ou seja: matar um cachorro a facadas, em pleno bairro residencial, rende apenas uma tornozeleira e algumas restrições de deslocamento. Enquanto isso, famílias choram seus animais e a sociedade se pergunta: até quando a legislação brasileira vai tratar crimes contra animais como se fossem meros “incidentes”?

A morte de Luke em Magé escancarou a indignação popular. O caso de Rio Verde reforça a sensação de impunidade. Dois cães, duas cidades, duas histórias que expõem a mesma ferida: leis brandas, ultrapassadas e incapazes de proteger quem não pode se defender.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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