O que antes parecia apenas uma questão comercial agora entrou no radar da inteligência dos Estados Unidos. O Congresso americano aprovou neste início de ano uma lei inédita que obriga seus serviços secretos – incluindo a CIA e a NSA – a investigar os investimentos e a influência da China no agronegócio brasileiro. Para Washington, não se trata mais só de economia: é segurança nacional.
Brasil na mira de Washington
A medida, proposta pelo senador republicano Tom Cotton, exige que a Diretoria Nacional de Inteligência dos EUA produza um relatório detalhado sobre a presença chinesa no agro do Brasil. O prazo é curto: 90 dias. O documento vai mapear negócios, parcerias, infraestrutura e até cadeias de insumos ligadas à China.
Lula e as parcerias que geram desconfiança
Na visão americana, o Brasil de Lula tem dado prioridade a acordos com regimes considerados autoritários, como o de Pequim, em vez de fortalecer relações vistas como mais seguras e confiáveis. Esse movimento acendeu o alerta em Washington e pode abrir espaço para pressões diplomáticas, barreiras comerciais e até sanções.
O que está em jogo
O agronegócio brasileiro é peça-chave no fornecimento global de alimentos. Quem controla o agro, controla a comida. E é justamente esse poder que os EUA temem estar sendo influenciado pela China. O relatório pode apontar riscos à cadeia de suprimentos mundial, manipulação de preços e dependência logística.
Possíveis consequências
Ainda não há punições imediatas, mas o setor já sente os efeitos:
– Risco de reputação: empresas brasileiras ligadas a capital chinês podem enfrentar questionamentos em contratos e financiamentos.
– Pressão internacional: bancos e parceiros comerciais podem endurecer regras de compliance.
– Debate interno: cresce a discussão sobre infraestrutura e participação estrangeira no agro.
O alerta está dado
A Seção 6705 da Lei de Inteligência de 2026 deixou claro: o Brasil entrou oficialmente no radar estratégico dos EUA. O relatório pode ser apenas técnico ou pode virar munição política. De qualquer forma, o recado é direto: o agro brasileiro não é mais só economia, é geopolítica.
