O vereador Fernando Armelau (PL) está pedindo explicações à Secretaria Municipal de Educação do Rio sobre o programa “Bora Pra Escola”. O tal programa, que existe desde 2022 e promete combater a evasão escolar, vai receber nada menos que R$ 71,7 milhões em novo chamamento público. Dinheiro não falta. O que falta, segundo o vereador, são informações sobre resultados.
Armelau protocolou um Requerimento de Informações exigindo que a Prefeitura apresente números concretos: quantos alunos foram atendidos, quais etapas de ensino receberam atenção, e — detalhe importante — se houve alguma redução na evasão escolar que justifique a bolada milionária.
Até agora, silêncio. Apesar de estar em vigor desde 2022, o vereador reclama que Prefeitura ainda não disponibilizou dados sobre a efetividade da iniciativa. Transparência, aparentemente, não faz parte do currículo.
O parlamentar também quer saber quem está recebendo os cheques: valores empenhados, pagos, contratos assinados e os respectivos objetos. Afinal, para o vereador R$ 70 milhões não podem ‘sumir’ sem deixar rastro.
Outro ponto curioso é a parceria com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). No site oficial, a Prefeitura garante que a entidade apoia o programa. Mas ninguém explica como o futebol entrou nessa jogada. Vai ter drible contra a evasão escolar? Gol de placa na educação? Armelau quer saber qual é, de fato, o papel da FERJ nessa partida.
E como se não bastasse, o novo contrato está previsto para 2026, ano eleitoral. Coincidência, claro. Para o vereador, isso só reforça a necessidade de fiscalização: “Não é razoável que mais de R$ 70 milhões sejam investidos em um programa sem que a sociedade conheça, com clareza, os seus resultados”, disse.
Em resumo: milhões voando, resultados invisíveis e uma parceria futebolística misteriosa. O “Bora Pra Escola” parece estar mais para “Bora Explicar”.
