Eduardo Paes se prepara para deixar a prefeitura do Rio e disputar o governo estadual, mas o que fica para trás é um legado que escorre pelas ruas — literalmente. Depois de quatro mandatos, a cidade segue afogada em bolsões d’água, quedas de árvores e promessas que não resistem ao primeiro temporal.
Na madrugada de quinta (5) para sexta (6), núcleos de chuva forte atingiram bairros como Tijuca, Rocinha e Jardim Botânico. O resultado foi previsível: pelo menos 11 bolsões d’água espalhados pela cidade, ruas transformadas em rios e pedestres obrigados a improvisar para atravessar calçadas submersas. A Tijuca, mais uma vez, virou símbolo do caos, com moradores ilhados na Carlos de Vasconcelos e motoristas enfrentando pistas invisíveis na Heitor Beltrão.
Árvores tombadas, carros destruídos
Como se não bastasse a enchente, a chuva trouxe o pacote completo: quedas de árvores. Na Rua Carvalho Alvim, três carros foram esmagados durante a madrugada. Em Copacabana, outra árvore caiu sobre a rede elétrica. O comerciante Rogério Fernandes, que usa o carro para levar o filho à escola, resumiu o drama: “Recebi a ligação de um vizinho dizendo que uma árvore tinha caído no carro. Quando cheguei aqui, vi o prejuízo”.
Previsão nada animadora
Segundo o Climatempo, até domingo (8) podem cair 250 mm de chuva, com ventos de até 80 km/h e risco de deslizamentos. Ou seja, o roteiro está longe de terminar: mais bolsões, mais árvores tombadas, mais caos urbano.
O prefeito que sai em meio ao dilúvio
Enquanto a cidade enfrenta mais uma temporada de enchentes, Eduardo Paes já anunciou que renuncia em março para disputar o governo estadual. Paes, que sempre vendeu a imagem de gestor moderno e articulador político, deixa para trás uma cidade que não consegue sequer drenar a própria água.
Enquanto isso, o Rio segue repetindo a mesma história: verão, chuva, alagamento, prejuízo.
