No Rio de Janeiro, até 30% das chamadas ao 192 são trotes — um número alarmante que compromete o socorro de quem realmente precisa. Para enfrentar esse problema, a deputada estadual Lilian Behring (PCdoB) apresentou o Projeto de Lei nº 6910/2025, que cria o Programa Estadual de Conscientização contra o Trote ao SAMU.
O que prevê a proposta
– Campanhas educativas permanentes em escolas, universidades, meios de comunicação e redes sociais.
– Parcerias intersetoriais com órgãos de saúde, segurança pública e conselhos tutelares.
– Divulgação de dados estatísticos sobre trotes e seus impactos.
– Informações sobre penalidades legais, como multas e sanções penais.
A voz da experiência
Behring fala com autoridade: além de parlamentar, é profissional do SAMU.
“Cada trote que ocupa uma linha ou desloca uma ambulância pode significar um atendimento que não chega a tempo. Isso não é brincadeira, é uma questão de vida ou morte”, alerta.
Ela relembra situações em que ambulâncias ficaram presas em chamadas falsas enquanto pacientes lutavam pela vida em outro ponto da cidade.
Educação como chave
Embora o projeto mencione punições, a deputada enfatiza que a mudança de consciência é essencial:
“Punir é importante, mas não resolve sozinho. Precisamos educar desde cedo, formar consciência, ensinar cidadania.”
Coordenação e impacto
A execução ficará a cargo da Secretaria de Estado de Saúde, em articulação com a Secretaria de Educação e outros órgãos. O objetivo é claro: proteger vidas e fortalecer o SUS.
“Defender o SAMU é defender o SUS, é defender os trabalhadores da saúde e, principalmente, é defender a vida da população fluminense”, conclui Behring.
