Nesta quarta-feira (11), o desembargador federal William Douglas celebrou em publicação no Instagram seus cinco anos de atuação no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). No texto, destacou que sua trajetória é inspirada tanto nos ensinamentos do juiz norte-americano Anthony Scalia, da Suprema Corte dos Estados Unidos, quanto nos princípios bíblicos de justiça e defesa dos mais vulneráveis. O marco reforça uma carreira de mais de três décadas dedicada à magistratura, marcada por inovação, ética e compromisso com o acesso à Justiça.
Uma carreira de dedicação e inovação
Promovido ao TRF2 em 2021 pelo critério de antiguidade, após 28 anos como juiz federal, William Douglas soma 33 anos de magistratura. Reconhecido por sua produtividade exemplar e por nunca ter respondido a processo disciplinar, construiu uma carreira pautada pela seriedade e pelo respeito às partes e advogados.
Entre suas contribuições mais relevantes está a sugestão pioneira de criação dos Juizados Especiais Federais, iniciativa que ampliou o acesso da população ao Judiciário e tornou os processos mais céleres e democráticos.
Inspirações que moldam sua visão
Ao escolher tomar posse no TRF2 em 11 de março, data de nascimento de Anthony Scalia, Douglas homenageou o magistrado norte-americano, defensor do originalismo e do textualismo jurídico — correntes que sustentam que a interpretação da lei deve partir do texto aprovado pelo legislador, e não das preferências pessoais de quem a aplica.
Além disso, o desembargador afirma encontrar inspiração em princípios bíblicos, como o trecho de Provérbios 31:8–9:
“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados.”
Reconhecimento e legado
Ao longo da carreira, William Douglas recebeu diversos prêmios por produtividade, títulos honoris causa e a Medalha do Pacificador. É também autor de livros jurídicos e de obras voltadas à educação e ao desenvolvimento pessoal, consolidando-se como referência acadêmica e intelectual.
O desembargador destaca que sua maior contribuição está em cada processo decidido com correção e celeridade. Reconhece ainda o papel essencial das equipes de servidores, afirmando que “fazer justiça é uma missão coletiva”.
Reflexão e futuro
Para Douglas, completar cinco anos no TRF2 é motivo de alegria e de profunda reflexão:
“A magistratura é uma honra imensa e também uma pesada responsabilidade. Amo ser juiz. Minha missão — e também meu caso de amor — é no Judiciário.”
