A prisão do vereador do Rio, Salvino Oliveira, segue repercutindo na Câmara Municipal e dominou os discursos no plenário durante a sessão desta quarta-feira (11). Parlamentares da oposição usaram a tribuna para lamentar o possível envolvimento do colega com organizações criminosas, mas afirmaram que não irão antecipar julgamentos.
Líder do PL na Casa, o vereador Dr. Rogério Amorim disse que não pretende “fazer galhofa”, como, segundo ele, ocorreria se a situação fosse inversa. Amorim relembrou que, em diversas ocasiões, Salvino atacou e acusou colegas de Parlamento. “Eu não me rebaixo ao nível dele. Que Deus o proteja, que ele tenha a oportunidade de ser julgado com justiça e pague pelo que fez, ou prove a sua inocência”, declarou.
Em seguida, o vereador Fernando Armelau (PL) afirmou que o episódio não é motivo de comemoração e destacou que cabe à Justiça conduzir o caso. “Não é um dia feliz para o Parlamento. Temos que respeitar o trabalho que foi feito, um excelente trabalho, um trabalho sério da Polícia Civil. Mas não cabe a mim julgar e condenar este parlamentar antecipadamente. Isso compete à Justiça, isso compete ao andamento do processo legal”, disse.
O vereador Poubel (PL) também lamentou a situação, mas afirmou que atitudes têm consequências. “Quem se mistura com porco, farelo come”, declarou.
Fechando a série de discursos sobre o tema, o vereador Rafael Satiê (PL) reforçou que não há nada a se comemorar. Segundo ele, a oposição já foi alvo de ironias em momentos difíceis, mas não pretende agir da mesma forma.
“É muito triste quando alguém se encontra em situação de vulnerabilidade e outra pessoa, de maneira figurada, pisa no seu pescoço. Eu não faço parte disso, e os meus colegas de bancada também não”, afirmou.
