Na abertura da sessão plenária da Assembleia Legislativa (Alerj), nesta quarta-feira (25), deputadas condenaram a agressão de um policial militar contra estudantes na Escola Estadual Senor Abravanel (antiga Amaro Cavalcanti), no Largo do Machado.
A deputada Elika Takimoto (PT) afirmou que esteve na escola, na qual estudantes estavam denunciando um caso de assédio sexual. A parlamentar disse que esses relatos precisam ser apurados com urgência me demonstrou preocupação com a saúde mental da comunidade estudantil.
“As imagens estão circulando em várias redes sociais. Um policial militar, dentro da escola, dando um tapa em uma estudante. Encontrei uma comunidade escolar muito assustada, com uma saúde mental que a gente precisa ter cuidado”, afirmou.
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Renata Souza (PSOL) classificou a ação da Polícia Militar como truculenta. A deputada citou que os estudantes realizavam um ato justificado e legítimo na instituição de ensino.
“Há denúncias de assédio contra um professor que possivelmente assediava meninas na sala de aula. Essa denúncia chegou a nós na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e as encaminhamos para a Secretaria de Estado de Educação para investigar e abrir uma auditoria”, comentou.
Por fim, Verônica Lima (PT) reforçou que existe ampla legislação estadual e nacional que ampara a organização estudantil.
“Uma estudante acionou o movimento estudantil para ir à escola e formalizar, junto á direção, aquela queixa. As imagens que estão circulando nas redes sociais falam por si só. Aqueles policiais terão muita dificuldade para se defenderem”, destacou.
Entenda o caso
Uma confusão em um colégio estadual na Zona Sul do Rio de Janeiro começou durante um protesto de estudantes relacionado a denúncias contra um professor e terminou com intervenção policial violenta: um policial militar foi flagrado agredindo alunos e representantes estudantis com tapas, socos e spray de pimenta dentro da escola. Vídeos do momento repercutiram nas redes, e houve detenção de alguns envolvidos.
A Polícia Militar informou que abriu investigação, afastou o agente e apura a conduta, enquanto a Secretaria de Educação afirmou que não compactua com violência e que dará apoio aos estudantes, destacando que a presença da polícia havia sido solicitada para garantir a segurança durante a manifestação.
