Desemprego em alta
O Brasil registrou 6,2 milhões de pessoas sem trabalho no trimestre encerrado em fevereiro de 2026. A taxa de desemprego subiu para 5,8%, frente aos 5,2% do período anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (27). O avanço reflete a dificuldade de absorção da mão de obra, mesmo em um cenário de relativa estabilidade em outros indicadores.
A população desalentada, formada por quem desistiu de procurar emprego, manteve-se em 2,7 milhões. Já a informalidade recuou levemente, passando de 37,7% para 37,5% da população ocupada.
No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada permaneceu em 39,2 milhões, sem variação significativa. Por outro lado, os empregados sem carteira assinada caíram em 342 mil, totalizando 13,3 milhões. O contingente de trabalhadores por conta própria também se manteve estável, em 26,1 milhões.
Subutilização da força de trabalho
A taxa de subutilização avançou de 13,5% para 14,1%, evidenciando que mais brasileiros estão em condições de trabalho abaixo de sua capacidade. O número de subocupados por insuficiência de horas permaneceu em 4,4 milhões.
Estagnação nos setores econômicos
Segundo o IBGE, nenhum setor da economia registrou crescimento da população ocupada em relação ao trimestre anterior, reforçando o quadro de estagnação no mercado de trabalho.
