A realidade das ruas mostra a recém criada Força Municipal não faz milagre e que segurança pública não pode ser promessa de palanque elaborada em gabinetes. O episódio desta semana em Copacabana, quando uma idosa foi derrubada violentamente durante um assalto em plena luz do dia, expõe de forma crua o abismo entre discurso oficial e vida cotidiana.
O crime em plena luz do dia
Na Rua Xavier da Silveira, por volta das 13h de quinta-feira (26), câmeras de segurança registraram o momento em que um criminoso armado abordou uma idosa. Ele puxou sua bolsa com brutalidade, derrubando-a no chão. Um pedestre tentou reagir, mas o assaltante apontou a arma e fugiu na garupa de uma moto que dava cobertura.
A rotina da insegurança
Moradores relatam que assaltos semelhantes são frequentes. O padrão se repete: dupla de criminosos, motos para fuga e ausência de policiamento ostensivo. Vítimas descrevem mudanças de hábitos — trajetos alterados, celulares escondidos ou pendurados no pescoço — numa tentativa desesperada de reduzir riscos.
Tragédias que se repetem
O caso revive lembranças dolorosas. Em 2023, a enfermeira aposentada Alair Mereieles Barbosa, de 72 anos, morreu após ser empurrada durante um assalto em Copacabana. A violência contra idosos, recorrente e devastadora, reforça a percepção de que a insegurança não é exceção, mas rotina.
Segurança além do discurso
O episódio mostra que segurança pública não pode ser reduzida a slogans ou promessas em palanque. Sem patrulhamento efetivo, ação coordenada e, principalmente, o enfrentamento da reincidência criminal, cada esquina continuará sendo palco de medo e desamparo.
