A denúncia de ameaças de morte contra a vereadora Professora Amanda (REP) incendiou o plenário da Alerj nesta quarta-feira (13). A deputada Tia Ju (REP) revelou que a parlamentar vem sendo intimidada com mensagens contendo fotos de armas e munição, em uma tentativa de silenciamento. À frente da Procuradoria da Mulher, Tia Ju anunciou o envio de ofício à Câmara de Teresópolis e fez um alerta direto: “Isso é gravíssimo. Não vamos permitir violência política contra mulher”.
Além das ameaças, o caso expõe um cenário de cerceamento dentro do próprio Legislativo municipal. Segundo Tia Ju, Amanda foi retirada de uma audiência da Comissão de Saúde e impedida de exercer sua função fiscalizadora. “Foi colocada para fora. Uma vereadora eleita sendo calada dentro da Câmara. É um absurdo”, afirmou, destacando que a parlamentar deixou a sessão abalada.
O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), reagiu e prometeu ação imediata. Ele convidou a vereadora para a Casa e anunciou a criação de uma comissão para acompanhar o caso, além de acionar a polícia. A deputada Renata Souza (PSOL) ampliou o debate: “Impedir uma mulher de atuar é atacar a democracia. Não é um caso isolado”.
O estopim foi uma sessão tensa em Teresópolis, na terça (12), quando Amanda cobrou respostas a 17 pedidos sobre a saúde e se disse constrangida por um colega, que elevou o tom, fez acusações e chegou a usar o fato de ela ser mulher durante o confronto. O clima ficou insustentável, e a vereadora deixou o plenário antes do pedido de desculpas. Agora, o caso ganha dimensão estadual e pressiona por investigação e responsabilização.
