O Parque Shanghai, ícone da diversão popular no Rio de Janeiro, está prestes a conquistar o reconhecimento oficial como patrimônio cultural imaterial do estado. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (1º), em segunda discussão, a proposta que inclui o espaço na lista de bens culturais fluminenses. O projeto segue agora para sanção ou veto do Poder Executivo.
A iniciativa, de autoria do ex-deputado estadual e atual prefeito de Paracambi, Andrezinho Ceciliano, prevê não apenas o reconhecimento do parque como bem cultural imaterial, mas também o apoio do governo a ações de valorização e divulgação de sua história.
Um século de diversão e resistência
Fundado em 1919 por Bernardo Walle, o Parque Shanghai é considerado um dos primeiros parques temáticos do Brasil. Ao longo de mais de cem anos, atravessou diferentes endereços e transformações urbanas até se fixar, em 1966, no Largo da Penha, Zona Norte da capital.
Entre suas mudanças de endereço, esteve no antigo Aterro do Calabouço — de onde saiu para dar lugar ao Aeroporto Santos Dumont — e na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, até ser removido nos anos 1960.
Reconhecimento internacional
A relevância histórica do parque já ultrapassou fronteiras. Em 2005, o Shanghai recebeu o Golden Pony Awards, sendo reconhecido como o parque mais antigo em funcionamento da América Latina.
Com cerca de 28 atrações em uma área de mais de 17 mil metros quadrados, o espaço recebe aproximadamente 6 mil visitantes por semana. Entre os brinquedos, destacam-se o carrossel com peças centenárias e o Enterprise, fabricado exclusivamente para o parque.
Memória afetiva e tradição
Mais do que um espaço de lazer, o Parque Shanghai é parte da memória coletiva dos cariocas e fluminenses. Sua trajetória centenária reflete a capacidade de resistir às mudanças da cidade e manter viva a tradição popular.
Agora, com a proposta aprovada na Alerj, o parque se aproxima de um marco histórico: o reconhecimento oficial como patrimônio cultural, consolidando sua importância como símbolo de identidade e memória do Rio de Janeiro.
