A partir desta sexta-feira (10), motoristas que circulam pelas avenidas da orla do Rio terão de se acostumar com um novo limite de velocidade: 60 km/h. A CET-Rio anunciou a padronização em todas as principais vias litorâneas — Atlântica, Vieira Souto, Delfim Moreira e Lúcio Costa — com placas de sinalização já sendo instaladas.
Micromobilidade na berlinda
A decisão vem na esteira de outro decreto publicado na segunda-feira (06), que proibiu bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores nas ciclovias, e que foi alterado no dia seguinte com uma resolução complementar. Em menos de uma semana, a prefeitura mexeu três vezes nas regras de circulação, reforçando a impressão de que o trânsito carioca é regido por improviso.
Segurança ou confusão?
Segundo a CET-Rio, a redução busca aumentar a segurança viária. Mas motoristas e especialistas apontam que a sucessão de mudanças sem planejamento claro gera mais confusão do que ordem. Afinal, quem dirige no Rio precisa de reflexos de piloto e paciência de monge para acompanhar o ritmo das novidades.
O espetáculo diário do caos
Se o objetivo era organizar o trânsito, o resultado parece mais um roteiro de comédia improvisada. Ontem foi a vez dos patinetes, hoje da velocidade. Amanhã? Talvez rodízio de pranchas de surfe em Ipanema ou proibição de buzinas em Copacabana. No Rio, o trânsito não é apenas caótico — é um espetáculo diário de regras que mudam ao sabor da maré.
