Prefeitura do Rio muda regras de trânsito como quem troca de roupa

Jefferson Lemos
Foto - Reprodução/RedesSociais

A partir desta sexta-feira (10), motoristas que circulam pelas avenidas da orla do Rio terão de se acostumar com um novo limite de velocidade: 60 km/h. A CET-Rio anunciou a padronização em todas as principais vias litorâneas — Atlântica, Vieira Souto, Delfim Moreira e Lúcio Costa — com placas de sinalização já sendo instaladas.

Micromobilidade na berlinda

A decisão vem na esteira de outro decreto publicado na segunda-feira (06), que proibiu bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores nas ciclovias, e que foi alterado no dia seguinte com uma resolução complementar. Em menos de uma semana, a prefeitura mexeu três vezes nas regras de circulação, reforçando a impressão de que o trânsito carioca é regido por improviso.

Segurança ou confusão?

Segundo a CET-Rio, a redução busca aumentar a segurança viária. Mas motoristas e especialistas apontam que a sucessão de mudanças sem planejamento claro gera mais confusão do que ordem. Afinal, quem dirige no Rio precisa de reflexos de piloto e paciência de monge para acompanhar o ritmo das novidades.

O espetáculo diário do caos

Se o objetivo era organizar o trânsito, o resultado parece mais um roteiro de comédia improvisada. Ontem foi a vez dos patinetes, hoje da velocidade. Amanhã? Talvez rodízio de pranchas de surfe em Ipanema ou proibição de buzinas em Copacabana. No Rio, o trânsito não é apenas caótico — é um espetáculo diário de regras que mudam ao sabor da maré.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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