A Administração Nacional de Rádio e Televisão da China decidiu apertar o cerco: a estética considerada “afeminada” foi banida de programas de entretenimento, sob o argumento de combater conteúdos “vulgares” e “insalubres”. O órgão, que tem status de ministério, passou a exigir “critérios morais” e “políticos” na escolha de artistas, vetou realities de talentos e ainda prometeu reforçar uma imagem mais “masculina” dos homens — com direito a críticas a celebridades que usam maquiagem. Foi nesse cenário que um vídeo viral entrou em campo e ampliou a discussão.
Homens “afeminados” na mídia, ativismo político, ostentação nas redes, jogos de azar, drogas e até pregação religiosa em locais públicos: o conteúdo que explodiu nas redes lista essas práticas como proibidas ou fortemente reprimidas na China. E aí vem a ironia que virou combustível online: justamente quem mais defende diversidade, liberdade de expressão e ativismo no Brasil agora vê com bons olhos a aproximação com um país onde tudo isso passa por um controle estatal bem rigoroso.
O contexto político só aumenta o barulho. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva intensifica laços com Pequim, sob a liderança de Xi Jinping, enquanto esfria a relação com os Estados Unidos. Especialistas até ponderam que o vídeo simplifica temas complexos, mas reconhecem: a China mantém um controle pesado sobre mídia, internet e comportamento público. No fim, o viral deixa de ser só curiosidade e vira pergunta incômoda: é pragmatismo econômico… ou um flerte com um modelo que contraria o discurso que muita gente diz defender?
Lula fecha com a China e põe agro Brasileiro na mira da CIA | Coisas da Politica
