O possível fim do pagamento em dinheiro nos ônibus do Rio de Janeiro vai parar no centro de um debate quente na Câmara Municipal. Uma audiência pública marcada para o dia 19, às 10h, promete acirrar os ânimos ao discutir as mudanças no sistema Jaé e as novas regras do Bilhete Único que começam a valer no fim do mês — e já preocupam milhares de passageiros.
A discussão será realizada no plenário do Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia, reunindo representantes da Prefeitura, empresários do transporte e membros da sociedade civil. O encontro foi convocado pela Comissão de Transportes e Trânsito, presidida pelo vereador Marcelo Diniz (PSD).
No centro da polêmica estão as novas exigências: a partir de 30 de maio, integrações do Bilhete Único Carioca (BUC) e do Bilhete Único Margaridas (BUM) só poderão ser feitas com o cartão preto do Jaé ou via QR Code. O dinheiro — ainda essencial para muitos — pode ficar de fora do sistema.
A medida levanta um alerta social. Para Diniz, o risco de exclusão é real: “É preciso ampliar os pontos de venda do cartão Jaé e garantir que aceitem todas as formas de pagamento, como dinheiro e cartão”, afirmou. Segundo ele, os pontos devem estar próximos às comunidades e em áreas de grande circulação.
Com impacto direto na rotina de quem depende do transporte público, a audiência promete ser palco de pressão popular. A participação é aberta — e a cobrança, inevitável.
