A Câmara de Nova Iguaçu aprovou nesta semana o projeto que autoriza a criação de um programa municipal para distribuição de medicamentos à base de canabidiol (CBD) pelo SUS — e o tema já está incendiando o debate no estado. A medida coloca o município como um dos primeiros a abrir caminho concreto para o uso medicinal da cannabis na rede pública.
O autor do projeto e presidente da Casa, Dr. Márcio Guerreiro, afirma que a decisão pode mudar a vida de pacientes que hoje não têm alternativa. Segundo ele, o canabidiol vem sendo utilizado em casos graves como epilepsia refratária, autismo, esclerose múltipla, Parkinson e dores crônicas — muitas vezes como última saída. Agora, a Prefeitura terá que regulamentar como o acesso vai funcionar na prática.
O movimento acontece em meio a um cenário travado no estado do Rio. Apesar de já existir uma lei estadual sobre o tema, ela ainda não saiu do papel — e, na prática, quem precisa do tratamento segue dependendo da Justiça para conseguir o medicamento. Com isso, a aprovação em Nova Iguaçu pressiona o poder público e joga luz sobre a lentidão na regulamentação.
Enquanto isso, o custo segue como barreira: o óleo de CBD pode chegar a R$ 3 mil por mês. Em outras cidades do país, programas semelhantes já começaram a sair do papel, ampliando o acesso gratuito. Agora, a pergunta que fica é: Nova Iguaçu vai liderar essa virada ou o projeto vai parar na burocracia?
