Se a sessão desta terça (16) na Câmara do Rio tinha tudo para ser protocolar, a ordem do dia nos microfones do plenário foi bem diferente. A discussão começou com o vereador petista Leonel de Esquerda, que tentou puxar assunto na Casa sobre o julgamento de Eduardo Bolsonaro. Mas ele acabou abrindo mesmo foi a porteira para um contra-ataque em bloco do PL. A pauta que começou no STF terminou em Lula, facções, celular roubado, ataque a policial e devido processo legal.
Alana foi a primeira. Chamou Lula de “criatura”, disse que o presidente “não a representa” e cobrou a fala em que, segundo ela, o petista chamou Flávio Bolsonaro de traidor da pátria e falou em morte. A vereadora ainda lembrou os ataques sofridos por Bolsonaro, Trump e Charlie Kirk, para dizer que esse tipo de fala não pode passar batido.
Depois, a vereadora emendou no episódio onde o presidente Lula afirmou que “pobre compra telefone roubado”. Ela criticou o petista por sugerir devolução fora da delegacia e saiu em defesa da polícia: “Não vai roubar não, porque o policial não é bandido”. Para ela, o presidente generalizou agentes de segurança enquanto parece tratar criminoso com mais cuidado que policial.
Já Rogério Amorim levou a briga para o terreno institucional. Disse que atacar Eduardo Bolsonaro, deputado federal eleito, é atacar o Legislativo. Também citou o caso da ex-deputada Carla Zambelli na Itália para sustentar que o Brasil passa vergonha quando, segundo ele, “juiz e vítima” se confundem no mesmo processo.
O líder da oposição ainda bateu em Lula pela relação com o crime organizado. Disse que o presidente age como “advogado de defesa do PCC e do Comando Vermelho” ao mandar representantes aos Estados Unidos para tentar impedir que as facções sejam tratadas como terroristas.
Tendo como foco a questão jurídica, Rafael Satiê acusou a esquerda de comemorar um julgamento “inconstitucional”, disse que o Judiciário está se sobrepondo aos demais poderes e chamou de “papelão” aplaudir decisões que, segundo ele, atropelam o devido processo legal. Para completar, afirmou que Alexandre de Moraes virou “acusador, vítima e dono de polícia própria”.
Moral da sessão: quem tentou colocar Eduardo Bolsonaro no banco dos réus acabou ouvindo uma denúncia política completa contra Lula e o STF.
