O que era para celebrar um alívio bilionário virou combustível político. Durante evento no Palácio Guanabara, nesta segunda (22), o presidente Lula escorregou no discurso e chamou o governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, de “interventor” — e a oposição foi à loucura.
A fala veio em tom de elogio, mas caiu como bomba: “ao cumprir sua tarefa de interventor no Rio de Janeiro…”, disse o presidente. Bastou para adversários explorarem o trecho como “ato falho” e insinuarem interferência federal no estado, com direito a ironia nas redes e nos bastidores.
O episódio ocorreu na assinatura da adesão do Rio ao Propag, programa que substitui o regime de recuperação fiscal e promete aliviar o caixa estadual. Na prática, a parcela da dívida com a União despenca de cerca de R$ 490 milhões para R$ 113 milhões por mês, com aumento gradual ao longo de cinco anos.
Mesmo com a dívida superior a R$ 210 bilhões ganhando fôlego, o foco saiu da economia e foi direto para o microfone. O erro de Lula eclipsou o anúncio e virou o assunto do dia na política fluminense.
