Justiça Eleitoral e Polícia Militar fecham plano de segurança para impedir intimidação de eleitores e reforçar a fiscalização nas Eleições 2026
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e a Polícia Militar deram a largada na operação para blindar as Eleições 2026 da influência do crime organizado. Em reunião realizada nesta quarta-feira (22), o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, e o comandante-geral da PM, coronel Sylvio Guerra, definiram uma estratégia conjunta para combater a atuação de traficantes, milicianos e qualquer tentativa de interferência no voto dos fluminenses.
O plano prevê reforço do policiamento em áreas consideradas mais sensíveis, compartilhamento de informações de inteligência e resposta rápida a casos de violência, fraude ou intimidação de eleitores.
Segundo Claudio de Mello Tavares, o objetivo é impedir que organizações criminosas influenciem o resultado das urnas. “Não podemos permitir qualquer tentativa de intimidação, coação ou interferência criminosa no exercício do voto. O planejamento e a inteligência serão fundamentais para garantir eleições livres e seguras”, afirmou.
Outra medida anunciada é a mudança de alguns locais de votação em regiões vulneráveis. A ideia é afastar os eleitores de áreas dominadas pelo crime e oferecer mais segurança durante o pleito.
O TRE-RJ também reforçou o alerta sobre a proibição do uso de celulares e outros equipamentos eletrônicos dentro da cabine de votação. Fotografar a urna eletrônica ou registrar o voto é crime e pode servir como instrumento para que traficantes ou milicianos pressionem eleitores a comprovar em quem votaram.
Além do presidente do TRE-RJ, participaram da reunião os juízes Marcello Rubioli e Bruno Rulière. Pela Polícia Militar, estiveram presentes o secretário de Estado e comandante-geral da corporação, coronel Sylvio Guerra, os subsecretários Ranulfo Brandão Filho, Marco Andrade e Marcelo Teixeira, além dos comandantes dos batalhões da PM.
