Benedita da Silva (PT) subiu o tom contra o uso da religião como ferramenta política e saiu em defesa de Lula durante sabatina nesta segunda-feira (17). Evangélica há décadas, a candidata ao Senado criticou o que chamou de “lavagem cerebral” promovida pela “extrema direita” dentro das igrejas e afirmou que o eleitor já percebeu a estratégia. “O tempo é o senhor da razão e o povo não é bobo”, disse.
Na entrevista ao jornalista Sidney Rezende, para o podcast Pode Cobrar, Benedita afirmou que Lula continua sendo o principal líder político da América Latina e rebateu antigas acusações feitas contra o petista. “Nunca fechou igreja”, disse, citando também a disseminação de rumores de que o presidente mudaria o sexo de crianças e adolescentes. .
Benedita também explicou sua candidatura ao Senado e defendeu uma bancada fluminense mais alinhada com o governo federal para ampliar a chegada de recursos ao estado. “Uma andorinha só não faz verão”, afirmou, pedindo que os eleitores escolham seu nome como primeiro voto e o de Pedro Paulo (PSD) como segundo. Entre os investimentos citados, destacou a retomada do Polo GasLub, antigo Comperj, em Itaboraí, que, segundo ela, já gera mais de 12 mil empregos.
Na segurança, Benedita cobrou a votação da PEC da Segurança Pública e defendeu a criação de um Ministério da Segurança para deixar mais claros os papéis de União, estados e municípios. A candidata também apoiou a PEC da Reparação ao Povo Negro, criticou o uso político das emendas impositivas, defendeu uma revisão de benefícios fiscais e pediu uma distribuição mais equilibrada dos royalties do petróleo entre os municípios do Rio. “Hoje tem municípios muito ricos ao lado de outros miseráveis”, afirmou.

