Candidato à Presidência afirma que pretende incluir o país no Escudo das Américas, iniciativa internacional de combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado
O Brasil ficou de fora do Escudo das Américas durante o governo Lula. Agora, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que pretende colocar o país na coalizão internacional criada para ampliar a cooperação no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
A declaração foi feita durante uma conversa com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, e transmitida pelos canais da campanha de Flávio Bolsonaro.
Segundo Flávio, a entrada do Brasil no grupo faria parte de sua estratégia de enfrentamento ao crime organizado caso seja eleito presidente.
O Escudo das Américas foi criado pelo presidente americano Donald Trump e reúne Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
A iniciativa busca ampliar a cooperação entre os países no combate ao narcotráfico e às organizações criminosas que atuam além das fronteiras, com troca de informações e articulação entre governos e forças de segurança.
Em setembro, os países integrantes anunciaram medidas contra organizações classificadas como ameaças à segurança regional. Entre os grupos citados estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, duas das maiores facções criminosas brasileiras. O Brasil ficou de fora.
