Anderson Moraes volta a defender castração química após ameaças de estupro contra deputadas na Alerj

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Foto - Octacílio Barbosa/Alerj

“Para esse tipo de pessoa, o que nós defendemos é castração química.” Foi com essa declaração que o deputado Anderson Moraes (PL) reagiu, nesta quinta-feira (5), às ameaças de estupro e morte denunciadas pela deputada Dani Balbi (PCdoB) durante sessão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O parlamentar se solidarizou com a colega, ofereceu apoio para acompanhá-la à delegacia e aproveitou o episódio para cobrar punição mais rigorosa contra criminosos sexuais.

“Ele não assina como de direita, não assina como de esquerda, não assina como de centro. Ele assina como um canalha, como um lixo pertencente à nossa sociedade”, completou o parlamentar.

A reação de Anderson Moraes ocorreu depois que Dani Balbi revelou ter recebido, junto com outras parlamentares, um e-mail com ameaças explícitas de estupro e assassinato. A mensagem também fazia apologia ao nazismo e mencionava uma suposta relação sexual com uma menina de 12 anos.

A parlamentar do PCdoB classificou as ameaças como violência política de gênero e prometeu resistência: “Os neonazistas, os fascistas não nos retirarão desse espaço. Nós não recuaremos”.

Anderson também questionou a associação automática entre violência e ideologia política, visto que tem havido resistência de setores da esquerda a propostas de endurecimento das punições para crimes sexuais, incluindo a castração química.

O debate sobre violência sexual ganhou outro elemento com recentes prisões de pessoas ligadas a parlamentares do PSOL: Matheus Rodrigues Gonçalves, ex-assessor do vereador Professor Túlio, e Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, ex-assessor da deputada federal Talíria Petrone e ligado ao gabinete de Flávio Serafini, foram investigados em casos envolvendo violência e exploração sexual de adolescentes. Os episódios estão sob investigação e não representam, por si só, responsabilidade dos parlamentares aos quais os suspeitos eram vinculados. Em outra frente, o PSOL se posicionou contra a proposta de castração química para condenados por pedofilia aprovada pela Câmara em 2024.

A presidente da sessão, Tia Ju (REP), também rejeitou a tentativa de transformar o caso em uma disputa entre direita e esquerda. “Eu não considero essas pessoas nem de direita nem de esquerda. Considero totalmente psicopatas. Marginais têm que ser tratados como marginais”, afirmou.

Também fez coro o deputado Luiz Paulo (PSD), que cobrou uma investigação imediata: “Isto é um caso de polícia, porque quem faz um e-mail desse é um criminoso. E quem investiga crime é a Polícia Civil”, concluiu.

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