Efeito dominó no futebol: São Paulo, Vitória, Ponte Preta, Guarani e Portuguesa entram na Justiça e pedem um ano de transição para preservar contratos milionários.
O Flamengo deu o primeiro passo, e outros clubes resolveram seguir o Rubro-Negro na ofensiva contra o fim das bets no Brasil. São Paulo, Vitória, Ponte Preta, Guarani e Portuguesa acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a proibição das apostas esportivas e exigir um prazo de um ano para encerrar os contratos de patrocínio.
A preocupação é com o impacto no caixa. Com milhões de reais envolvidos, os clubes alegam que a suspensão repentina das atividades das casas de apostas compromete acordos firmados legalmente e pode provocar um rombo nos orçamentos.
O São Paulo, por exemplo, tem contrato com a Superbet até 2030, com previsão de R$ 678 milhões ao longo do vínculo. Já o Vitória estima perdas de até R$ 55 milhões com a suspensão do acordo com a 7K.
A movimentação reforça a pressão sobre o STF, enquanto os clubes tentam evitar que o fim das apostas se transforme em um problema milionário fora de campo com a dispensa de jogadores e o corte de gastos no esporte amador e nos serviços das agremiações voltados aos sócios e torcedores.
