‘Somos seres humanos, podemos errar’: Fachin abre sessão explosiva no STF

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Foto - Antonio Augusto/STF

Ministro diz que “não é um dia comum” e cobra serenidade dos colegas em julgamento que coloca o Supremo no centro dos holofotes

O Supremo Tribunal Federal amanheceu nesta terça-feira (15) sob os holofotes — e o próprio presidente da Corte, Edson Fachin, fez questão de lembrar disso logo na abertura da sessão.

“Não é um dia comum. O Brasil olha para esta Corte”, afirmou Fachin, em um recado que ganhou peso diante da crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o caso Banco Master.

A sessão tem um ingrediente que torna tudo ainda mais sensível: o STF discute se existem elementos para avançar com uma investigação relacionada a Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Fachin pediu “sensatez, decoro e serenidade” aos ministros e deixou claro que o Supremo será observado de perto pela sociedade.

“O país olha para esta Corte. A história também olhará”, disse.

O presidente do STF também fez um apelo para que divergências não sejam transformadas em disputas pessoais. Segundo Fachin, o tribunal precisa julgar fatos e questões jurídicas, sem antecipar conclusões.

“Mas este não é um dia comum. Somos seres humanos. Podemos errar, podemos divergir, podemos mudar de entendimento, podemos ter percepções distintas sobre os mesmos fatos e sobre o direito. O momento exige de nós aquilo que se espera de quem exerce a jurisdição constitucional: sensatez, decoro e serenidade. A divergência faz parte da jurisdição; o que não pode fazer parte dela é a perda da medida institucional”, afirmou Fachin.

Mas o recado mais forte veio quando o ministro falou sobre o futuro da própria instituição:

“Não temos o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebemos.”

A frase resume o tamanho da pressão sobre a Corte. Pela primeira vez, o Supremo se vê diante de uma crise que atinge diretamente um de seus próprios ministros — e qualquer decisão tomada hoje terá repercussão muito além do plenário.

O STF está sob julgamento da opinião pública. E Fachin sabe disso.

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