Assim como a Acadêmicos de Niterói levou para a Marquês de Sapucaí um desfile político em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a jogadora de vôlei de praia Carol Solberg fez da arena esportiva sua tribuna.
A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) suspendeu Solberg da primeira etapa do Circuito Mundial de 2026, marcada para 11 a 15 de março em João Pessoa (PB), após a atleta comemorar publicamente a prisão de Bolsonaro durante a etapa da Austrália, em novembro de 2025. Ao conquistar a medalha de bronze ao lado da parceira Rebecca, Solberg declarou estar vivendo “um dia maravilhoso” não apenas pelo pódio, mas também pela detenção do ex-presidente .
A manifestação foi enquadrada pela entidade como “conduta antidesportiva”, resultando na punição. A decisão reacende o debate sobre a utilização do carnaval e do esporte para comícios políticos.
Não é a primeira vez que Solberg se envolve em polêmicas por declarações políticas. Em 2020, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) analisou o caso em que a atleta disse “fora Bolsonaro” em entrevista pós-jogo. Na ocasião, a procuradoria pediu multa de R$ 100 mil e suspensão, mas a Corte decidiu apenas adverti-la.
Agora, com a suspensão, Solberg se junta à Acadêmicos de Niterói como exemplo de como manifestações culturais e esportivas podem se tornar arenas de disputa política — e de como o preço por transformar palco em comício pode ser alto.
