Nesta quarta-feira (1º), o tradicional Colégio Pedro II se soma à paralisação nacional de 24 horas dos servidores da rede federal de ensino básico, profissional e tecnológico. A mobilização, aprovada em assembleia na noite de terça-feira (31), denuncia o descumprimento de pontos acordados durante a greve de 2024, que se estendeu por três meses.
Contexto político
O movimento ganha força após o presidente Lula sancionar, na véspera, o PL 5874/2025, que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para técnicos administrativos. Apesar de ser considerado uma conquista da greve, o sindicato afirma que o texto foi descaracterizado pelo governo, que ignorou a proposta elaborada pela comissão do MEC. A regulamentação proposta pela Comissão Nacional de Supervisão do Plano de Carreira PCCTAE/MEC é apontada como última etapa necessária antes da implementação efetiva do RSC nas instituições federais.
Assembleia decisiva
Nesta manhã, no Teatro Mário Lago, em São Cristóvão II, servidores discutem não apenas os rumos da paralisação, mas também a posição da categoria diante das deliberações da última plenária do Sinasefe e a escolha da delegação para a próxima Plena Nacional. Entre os temas mais sensíveis está a possibilidade de uma nova greve por tempo indeterminado.
Em nota, o Colégio Pedro II informou que a adesão é individual e que, embora os campi e a Reitoria estejam abertos, não há garantia de funcionamento pleno das atividades.
Tradição e peso histórico
Fundado em 1837 por decreto de Dom Pedro II, o colégio é uma das mais tradicionais instituições públicas de ensino do Brasil, atendendo atualmente mais de 12 mil alunos. Ao longo de quase dois séculos, formou nomes que marcaram a política, a cultura e o direito brasileiro — de ex-presidentes como Nilo Peçanha e Washington Luís a artistas como Fernanda Montenegro, Mário Lago e Arlindo Cruz.
