R$ 1,3 bilhão por ano. É esse o tamanho do rombo provocado pelos “gatos de luz” na área atendida pela Light. Uma fortuna que, em uma comparação, seria suficiente para bancar o consumo residencial de todo o Espírito Santo durante um mês.
O número impressiona: são cerca de 1,8 milhão de ligações clandestinas ou irregulares. Traduzindo: quase 4 em cada 10 ligações estão nessa situação.
E não é só a Light que paga a conta. O furto de energia sobrecarrega a rede, aumenta o risco de incêndios, derruba transformadores e pode deixar milhares de consumidores no escuro.
Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, mais de mil transformadores queimaram por causa de sobrecargas associadas ao furto de energia, afetando cerca de 117 mil clientes.
A situação preocupa ainda mais com a chegada do calor e dos temporais. Com consumo nas alturas e uma rede já sobrecarregada pelos “gatos”, cresce o risco de falhas e apagões.
No Rio, a gambiarra virou um problema bilionário. E, no fim, a conta dos “espertos” pode acabar sobrando para todo mundo.
