O vereador Douglas Gomes, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Niterói, esteve na Escola Municipal Mestra Fininha, no Barreto, para acompanhar a denúncia de abuso sexual contra uma menina de 7 anos. Ele afirmou ter sido impedido de participar de uma reunião a portas fechadas entre direção, professora e Fundação Municipal de Educação. “A prefeitura não quer lisura nessa investigação. Querem abafar esse caso revoltante. Vamos acionar o Ministério Público e cobrar que os culpados sejam responsabilizados”, declarou.
Caso só ganhou repercussão após redes sociais
Segundo pais e responsáveis, o episódio teria ocorrido na segunda-feira (2), mas só veio à tona depois que a mãe da vítima relatou o caso nas redes sociais. A menina contou que foi abordada por um homem mascarado dentro do banheiro da escola, que teria exibido a genitália e a impedido de sair. O suspeito teria tatuagens de leão na mão e letras nos dedos.
Protesto em frente à escola
Na quinta-feira (5), pais e responsáveis interditaram a Rua Doutor Luiz Palmier, em frente à unidade, exigindo explicações da direção. Eles acusam a escola de tratar o caso de forma discreta e de não oferecer respostas claras. A Guarda Municipal precisou intervir para liberar a via. Além disso, os manifestantes denunciaram a falta de segurança na escola, que não possui câmeras de monitoramento nem vigilância.
‘Não é normal ter menino no banheiro de menina’
Em vídeo postado no Instagram, a mãe da menina disse que a professora minimizou o relato da criança, sugerindo que poderia se tratar de um aluno PCD sem camisa ou de uma tatuagem semelhante a figurinha de chiclete. “Não é normal ter menino no banheiro de menina. Minha filha poderia estar morta agora”, desabafou.
Investigação em andamento
A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói conduz a investigação sob sigilo. A Secretaria Municipal de Educação informou que abriu sindicância para apurar o ocorrido e que a aluna e sua família estão recebendo acompanhamento psicológico. A pasta garantiu prioridade total ao caso e colaboração com as autoridades.
