“Será que chegou a hora?” Um projeto apresentado pelo deputado Marcelo Freitas (União-MG) acendeu o alerta em todo o país: liberar o autosserviço em postos de gasolina — pelo menos nos fins de semana e feriados.
Na prática, o texto abre a porta para que o próprio motorista abasteça o carro, algo hoje proibido no Brasil. A promessa? Reduzir custos dos postos e, quem sabe, baixar o preço do combustível.
Mas por trás da proposta, cresce uma preocupação: esse pode ser o primeiro passo para o desaparecimento dos frentistas.
Hoje, a lei obriga a presença desses profissionais. Com a mudança, mesmo sendo opcional, o autosserviço pode virar tendência — especialmente em dias de menor movimento ou com custos mais altos de mão de obra.
O projeto até prevê um funcionário no local para emergências. Mas a pergunta fica no ar:
se o cliente pode fazer sozinho… quantos trabalhadores ainda serão necessários?
Defensores dizem que o modelo já funciona em vários países e dá mais liberdade ao consumidor. Críticos veem risco de desemprego em massa em um setor que emprega milhares de brasileiros.
A proposta ainda vai passar pelas comissões do Congressso. Mas uma coisa é certa: o debate já começou — e pode mudar completamente a forma como o Brasil abastece.
