Ofensiva contra voos panorâmicos cresce após queda de helicóptero no Rio

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Foto - Reeprodução/Redes Sociais

A queda de um helicóptero que matou quatro pessoas na Vista Chinesa colocou os voos panorâmicos do Rio na mira das autoridades. No fim de semana, moradores de bairros como Lagoa, Jardim Botânico, Humaitá, Leblon e Urca protestaram em frente ao heliponto da Lagoa pelo fim dos voos sobre áreas residenciais e cartões-postais. O deputado estadual Carlos Minc (PSB), que participou da articulação de um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) há dois anos, cobra o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e espera que o órgão entre com uma ação civil pública contra empresas e responsáveis pelo suposto descumprimento.

Segundo Minc, o acordo previa restrições a rotas, voos simultâneos e o uso de transponder para acompanhar a posição das aeronaves. Parte das medidas teria sido cumprida, mas problemas continuariam em regiões como Lagoa, Humaitá, Jardim Botânico, Gávea e Botafogo. Para o deputado, a discussão deixou de ser apenas sobre barulho: agora envolve também a segurança de moradores e turistas. Ele defende o fim dos passeios de helicóptero sobre os principais pontos turísticos do Rio.

O acidente aconteceu no sábado (8), quando um Robinson R44 caiu em uma área de mata na Vista Chinesa. O piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique morreram. Uma câmera usada para registrar o passeio foi recuperada e será periciada. O Cenipa investiga as causas da tragédia. Enquanto isso, Prefeitura e Anac informaram que avaliam medidas para apertar a fiscalização — e a pressão pelo fim dos voos panorâmicos ganhou força.

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