Câmeras que vigiam Pedro do Rio podem chegar a todos os distritos de Petrópolis

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Foto - Divulgação

O que começou como uma cobrança de moradores pode virar uma nova estratégia de segurança para Petrópolis. As câmeras instaladas em Pedro do Rio estão dando resultado e agora o deputado estadual Sergio Fernandes quer levar o modelo para os demais distritos.

A ideia é simples: espalhar os “olhos eletrônicos” pela cidade para ajudar a polícia a identificar movimentações suspeitas, prevenir crimes e acelerar a resposta das forças de segurança.

O projeto reúne moradores, comerciantes, forças policiais e o mandato do deputado. E, segundo Sergio, a experiência de Pedro do Rio mostrou que tecnologia e participação da comunidade podem fazer diferença.

“Pedro do Rio mostrou que, quando a comunidade, o comércio, as forças de segurança e o poder público trabalham juntos, é possível construir soluções concretas”, afirmou.

Agora, o próximo passo é colocar a Prefeitura na conversa e discutir uma política permanente de videomonitoramento para os distritos.

A cobrança veio das ruas

Antes das câmeras, veio a pressão da comunidade.

Moradores e comerciantes já reivindicavam há tempos mais segurança na região. Desde março, Sergio Fernandes vem mantendo reuniões com o comando do 26º Batalhão da Polícia Militar para discutir policiamento, operações e medidas de prevenção.

A mobilização ganhou força quando moradores procuraram o mandato diante da possibilidade de fechamento do DPO de Pedro do Rio. A unidade acabou sendo mantida e a discussão sobre segurança avançou.

Agora, o deputado quer aproveitar a experiência para ampliar a cobertura.

Distritos também querem segurança

Para Sergio, Petrópolis não pode ter uma política de segurança concentrada apenas na região central.

“Não podemos pensar a segurança de Petrópolis apenas pelo Centro. Os distritos também precisam estar dentro dessa estratégia”, defendeu.

A proposta é estudar uma rede integrada de câmeras envolvendo Prefeitura, forças de segurança, moradores e iniciativa privada.

Na prática, o objetivo é fazer com que informações captadas pelas câmeras possam ajudar a polícia a agir antes que um problema vire ocorrência — ou, quando o crime acontecer, facilitar a identificação dos envolvidos.

Câmeras não substituem policiais

Sergio também deixa claro que tecnologia não substitui policial na rua.

“Câmera não substitui policial. Ela aumenta a capacidade de prevenção, ajuda na identificação de situações suspeitas e permite que as forças de segurança trabalhem com mais informação”, afirmou.

O desafio agora é transformar a experiência de Pedro do Rio em política pública. Se a proposta avançar, a ideia é que outros distritos também ganhem seus próprios “olhos eletrônicos”.

E a cobrança política já está feita: agora, a bola está no campo da Prefeitura.

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