Mais um “turista” do crime atrás das grades. O Rio de Janeiro, que durante a vigência da ADPF das Favelas virou reduto e esconderijo de criminosos de todo o país, começa a dar sinais de que a farra acabou. Com o afrouxamento das regras que limitavam operações policiais e o endurecimento da política de segurança do governador Cláudio Castro, o estado vem retomando territórios antes dominados por facções. O resultado? Mais um chefão de fora do estado foi capturado em plena comunidade carioca.
O hóspede indesejado da Gardênia Azul
Nesta sexta-feira (16), agentes da Core, Draco e Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil prenderam Jean Carlos Soares Jovita, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho na Bahia. O criminoso estava escondido na Gardênia Azul, Zona Sudoeste do Rio, como se fosse hóspede de luxo em refúgio garantido. Só que a estadia terminou com algemas.
Segundo as investigações, Jovita comandava ações do CV em Ilhéus, a 312 km de Salvador, e é investigado por crimes de extrema gravidade, incluindo o assassinato de um policial militar.
Castro endurece e manda recado
O governador Cláudio Castro já havia prometido que o Rio não seria mais “terra de ninguém”. Em 2025, sua gestão contabilizou mais de 28 mil prisões, bloqueio de cerca de R$ 6 bilhões ligados ao tráfico e um recorde histórico de poder bélico retirado de circulação: 920 fuzis apreendidos no ano. Com a retomada das operações nas comunidades, o recado é claro: quem vier se esconder nas favelas cariocas vai acabar atrás das grades.
O fim da ‘hospedagem’
A prisão de Jovita mostra que o Rio tenta virar a página da era em que as comunidades funcionavam como Airbnb do crime organizado. A ofensiva policial busca desmontar a rede de proteção que transformou o estado em refúgio nacional de bandidos. A mensagem é direta: o Rio não é mais resort, é campo de batalha — e os hóspedes indesejados estão sendo despejados.
