A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou neste mês de janeiro a retirada definitiva dos orelhões em todo o Brasil. No estado do Rio de Janeiro, ainda resistem pouco mais de 3 mil aparelhos, símbolos de uma época sem internet e redes sociais, mas o destino está selado: eles desaparecerão gradualmente, sobrevivendo apenas em locais sem cobertura de celular até 2028. O impacto é simbólico. O som metálico da ficha já deixou saudade.
De ícone urbano a peça de museu
O Brasil já contou com mais de 200 mil orelhões em 2020. Hoje, restam apenas 38 mil espalhados pelo país, muitos deles em áreas periféricas ou cidades pequenas. No Rio, os aparelhos que já foram ponto de encontro e refúgio em emergências agora se tornaram símbolos de um passado que não volta mais.
Conectividade no lugar da carcaça
A retirada não significa abandono: as operadoras têm a obrigação de converter os recursos em fibra óptica, 4G e 5G, ampliando a conectividade em regiões ainda desconectadas. O governo aposta que o fim dos orelhões será o início de uma nova fase de inclusão digital.
